Em meio aos grandes protestos brasileiros, desfocados de seus reais objetivos, culminado em meados de junho de 2013, Silvia Bessa, repórter especial do Diário de Pernambuco escreve um artigo a Revista Imprensa, onde expõe indignações e protestos contra posturas de estudantes em estágios de jornalismo.
Pretendeu o texto de Bessa mostrar para o leitor que estudantes de jornalismo não estão preparados e nem dispostos para entrar no mercado de trabalho. Sugerindo em seguida um formando que possui em si um ideal de jornalismo capaz de mudar o mundo. Para tais exposições a autora relembra os ideais e a prática jornalística, realizada por gerações anteriores, tomando estes como referência.
Após alguns exemplos de universitários que apresentaram descaso e indisposição aos desafios da profissão, a autora sugere aos acadêmicos, doses maiores de atenções aos valores fundamentais como: responsabilidade, ética, sociabilidade no ambiente de trabalho e até mesmo melhores motivações para lidar com o dia a dia da profissão exercida.
Em uma ótica de calouro do curso de jornalismo, ao ler o artigo da admirável jornalista Silvia Bessa, confesso que senti uma leve agressão, aos estudantes bem intencionados com a profissão escolhida, pois existe um esforço diário e crença que ainda existam estudantes que tem gerado em si, sonhos em ser capaz de influenciar e mudar a sociedade, por meio de dedicação, responsabilidade, ética entre outros adjetivos ideais em um bom jornalista.
Como estudante, me posiciono contra a generalização ou qualquer forma de ideologia padronizada ao nosso respeito. Porém não sou ingênuo o bastante para não perceber a real existência do perfil acadêmico relatado por Bessa.
Sendo assim após reflexões, opto em adotar os manifestos de Silvia Bessa, como um verdadeiro estímulo acadêmico, onde recebo as provocações necessárias, gerando crescentes esforços e dedicações em um novo construir de carreiras, para que no futuro seja possível me enquadrar no jornalista ideal defendido pela autora.